Jogo: Resident Evil 9: Requiem

Desenvolvedora: Capcom

Publicação: Capcom

Gênero: Survival Horror / Ação / Aventura

Perspectiva: Terceira pessoa / primeira pessoa Ano de lançamento: 2026

Nada mais justo do que voltar aos trabalhos com Resident Evil 9: Requiem . Aproveitei todo o meu carinho pela franquia para me preparar para a experiência que seria essa gigantesca história em sua nova sequência. E, apesar de alguns fatos recentes apontarem para uma possível decepção vinda da Capcom, esse definitivamente não foi o caso.

RE9: Requiem se passa em 2026 e foca em Grace Ashcroft investigando uma série de assassinatos suspeitos, o que a leva a retornar ao hotel onde sua mãe foi assassinada. Lá, após alguns acontecimentos, ela é sequestrada por Victor Gideon, um dos antagonistas da história.

Em contraparte a esses acontecimentos, Leon Kennedy está atrás de Gideon, suspeito de ameaças bioterroristas. Durante essa perseguição, Leon presencia Grace sendo levada pelo suspeito e, no meio da cidade, acaba enfrentando infectados hostis que foram transformados por Gideon.

Após a introdução, tanto Grace quanto Leon vão para o Centro de Cuidados Rhodes Hill , local controlado por Gideon. É ali que grande parte da jogatina de Grace acontece, algo muito mais próximo dos Resident Evil originais .

Grace precisa escapar do local enquanto procura pistas para entender os mistérios que a cercam. Inimigos perigosos, enigmas complexos e o medo constante recheiam cerca de duas horas iniciais dessa parte do jogo — que, para mim, é a melhor de toda a experiência.

Demonstrando a dualidade que o jogo cria ao utilizar dois protagonistas, Leon segue exterminando seus inimigos conforme pode, tudo isso enquanto também tenta entender o que realmente está acontecendo naquele lugar.

Após algumas horas, Grace consegue uma fuga para a área externa de Rhodes Hill, acompanhada de uma menina cega chamada Emily. Apesar disso, elas ainda precisam escapar completamente do complexo — algo que rapidamente se mostra mais difícil do que parecia.

Grace enfrenta novos inimigos e resolve mais enigmas, até encontrar novamente Leon. Infelizmente, ele acaba ficando para trás para que Grace e a jovem consigam fugir, enquanto ele permanece lutando contra armas biológicas.

Mais tarde, Grace enfrenta uma criatura tenebrosa em outra parte do complexo, enquanto a pequena Emily, agora ferida, aguarda por ajuda. É nesse momento que o jogo coloca Leon novamente em cena e provoca uma colossal mudança de cenário : Rhodes Hill dá lugar à lendária Raccoon City .

Acho importante não entrar em muitos detalhes sobre Raccoon City nesse jogo. A jogabilidade é maravilhosa, a cidade está repleta de referências, e agora os holofotes são totalmente de Leon. Claramente imagino que esse será o momento favorito de muitos jogadores.

Em Raccoon , Resident Evil começa. E em Raccoon , ele termina?

Requiem, ao menos, segue essa lógica. O jogo possui dois finais possíveis — fiz ambos. Um parece claramente o final correto, enquanto o outro é bastante desanimador.

Talvez seja a sensação pós-zerar o jogo, ou a felicidade de ter terminado a experiência sem receber nenhuma informação prévia. Ver tudo pela primeira vez certamente gera uma dopamina extra. Porém, ainda assim, RE9 é sim um jogo nota 10 , na minha humilde opinião como fã.

Existem problemas, claro. Porém, se compararmos com RE7 e RE8 , aqui não tivemos algo equivalente à famosa “parte do barco” . O jogo entrega diversão e uma história concisa.

A mescla entre terror e gerenciamento de recursos com ação e aventura foi uma escolha crucial. O jogo não te exaure com nenhum dos dois estilos e consegue diferenciá-los muito bem, quase como se realmente tivéssemos dois jogos da franquia dentro de um só.

Infelizmente, essa grande qualidade talvez também explique por que o final parece um pouco corrido — como se faltasse uma última parte extensa dedicada a cada protagonista.

Em relação às qualidades técnicas, RE9: Requiem roubou a posição que Red Dead Redemption 2 ocupava no meu conceito de qualidade visual. O jogo usa e abusa da capacidade criativa: enche os cenários de detalhes e torna a experiência, logo de início, impressionante.

O jogo é lindo — e os ambientes, ainda mais. Tudo isso em conjunto com uma sonoridade absurda, seja nos sons dos cenários e arredores, seja nas músicas que acompanham os combates com cada protagonista.

Também preciso destacar a maravilhosa dublagem brasileira . Felipe Grinnan já estava consagrado pelo seu trabalho em Resident Evil 4 , mas aqui ele ainda melhora mais. E um grande destaque vai para Stephany Custodi no papel de Grace, que entrega muito drama e fortalece ainda mais a cinematografia da história.

Enfim, RE9: Requiem vale totalmente a experiência. Vale o fator replay. E fica aqui minha recomendação — e minha torcida — para melhor jogo do ano .